Sobre o SDSS
 Os Telescópios
     - Apache Point
     - Telescópio de 2.5m
     - Fotométrico
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 Detalhes dos Dados
 www.sdss.org
Os Telescópios do SDSS

Antes que os astrônomos possam fazer um mapa do céu, eles precisam de um telescópio. Mapeamentos passados, como o Palomar Sky Survey, foram feitos usando telescópios Schmidt com lentes corretoras de 1,5 m de diâmetro. Para mapear objetos mais distantes e mais fracos, os astrônomos do Sloan decidiram construir um telescópio inteiramente novo com lentes de 2,5 metros de diâmetro.

Apache Point Observatory

Os telescópios do SDSS estão localizados no Apache Point Observatory (APO) em Sunspot, Novo Mexico, nos Estados Unidos. O observatório é cercado pela Lincoln National Forest em Sacramento Mountains e se localiza em uma montanha de 2800 metros acima do nível do mar, onde a atmosfera contém pouco vapor de água e poucos poluentes. Por esse local ser tão alto e tão longe das maiores cidades, o céu noturno visto no APO é um dos mais escuros dos Estados Unidos.

Além dos telescópios do SDSS, o APO também abriga um telescópio de 3,5 metros e outro de 1 metro, este pertencente a New Mexico State University.

O Telescópio Principal de 2,5 metros

Como o telescópio do SDSS vai fazer um mapa de todo o céu, deve ser capaz de produzir imagens com foco sobre um grande campo de visão. Os mais modernos telescópios, como os imensos telescópios de 10 metros Keck telescopes no Havaí, são usados para se observar pequenas áreas do céu por vez. Para se ver uma grande área do céu de uma vez, o telescópio do SDSS precisa ter um formato diferente e complexo.
Esquema do
interior do telescópio
do SDSS

O interior do telescópio é ocupado por dois espelhos refletores. A luz é refletida dos espelhos para um sistema de focagem que inclui duas lentes corretoras, que minimizam distorções. O diagrama à direita mostra como a luz de uma estrela incidente atinge o espelho primário de 2,5 metros, sendo refletida de volta e atingindo o espelho secundário menor (de 1,08 metro), para então ser refletida de novo por entre um buraco no espelho principal. A luz passa pela primeira lente corretora e depois pela segunda lente no topo da camera. O telescópio pode tirar imagens nitidamente focadas de uma área de 3 graus, o que equivale ao diâmetro de aproximadamente 30 luas cheias.

O telescópio do SDSS (esquerda) fora da sua cobertura.

Embora este formato pareça um típico telescópio Cassegrain, as superfícies espelhadas são de um tipo diferente e o sistema de focagem utiliza um elemento corretivo adicional. A cobertura do telescópio é também única. A maioria dos telescópios são mantidos dentro de cúpulas, com apenas uma pequena abertura na cúpula para observação. Entretanto, esta configuração geralmente faz com que o calor fique preso dentro da cúpula durante o dia. À noite, o calor escapa, provocando turbulência de ar que borra as imagens do telescópio. Para evitar este problema, o telescópio do SDSS é completamente removido de sua cobertura, carregando consigo o defletor de vento (a caixa metálica em volta do tubo do telescópio).

O Telescópio Fotométrico

A cúpula do
telescópio fotométrico
O telescópio fotométrico

Além do telescópio principal, o SDSS utiliza este telescópio fotométrico de 0,5 m para monitorar pequenas mudanças na temperatura e na pressão da atmosfera ao longo das observações. Com esta informação, os astrônomos podem calibrar o brilho de um objeto medida com o telescópio principal.