Redshifts
Se você já ficou parado ao lado de uma estrada enquanto um carro está passando, tem
uma idéia do que é "redshift" (desvio para o vermelho). Quando o carro estão se movendo na sua direção, o motor
parece emitir um som mais agudo do que o motor de um carro estacionado. Por outro lado, quando
o carro se move distanciando-se de você, o som do motor parece mais grave do que de um carro
estacionado. A razão para essa mudança é o efeito Doppler, cujo nome vem
do físico austríaco Christian Doppler, quem descobriu o efeito. Quando o carro se move na sua direção, as ondas sonoras
que carregam o som do motor são comprimidas. E quando o carro se afasta, essas onda sonoras são esticadas.
O mesmo efeito acontece com ondas de luz. Se um objeto se move na nossa direção,
as ondas de luz que emite são comprimidas - o comprimento de onda da luz vai ser menor,
fazendo com que a luz se torne mais azul. Por outro lado, se um objeto se afasta de nós,
as ondas de luz são esticadas, tornando-o mais vermelho. O grau de "redshift" (deslocamento
para o vermelho) ou "blueshift" (deslocamento para o azul) se relaciona diretamente com
a velocidade do objeto na direção em que se está olhando. A animação abaixo mostra
esquematicamente como o redshift e o blueshift funcionam, usando um carro como exemplo.
As velocidades dos carros são muito menores para percebermos qualquer redshift ou
blueshift. Mas as galáxias estão se movendo muito mais rápido em relação a nós e, portanto,
o deslocamento do comprimento de onda é perceptível.
Redshifts e Espectros
Os astrônomos podem medir exatamente qual o redshift ou blueshift de uma galáxia
observando o espectro dela. Um espectro mede a quantidade de luz que um objeto emite
em diferentes comprimentos de onda.
Os espectros de estrelas e galáxias quase
sempre exibem uma série de picos e vales chamados "linhas espectrais".
Estas linhas sempre aparecem nos mesmos comprimentos de onda, fazendo
com que sejam bons indicadores de redshift ou blueshift. Se os astrônomos,
observando uma galáxia, virem que uma linha espectral está em um
comprimento de onda mais longo do que estaria na Terra, eles vão saber
que a galáxia foi deslocada para o vermelho (apresenta redshift) e está
se se afastando de nós. Se eles virem a mesma linha em um comprimento de onda
menor, vão saber que a galáxia foi deslocada para o azul (apresenta blueshift)
e está se aproximando de nós.
O Sloan Digital Sky Survey mediu espectros de mais de 250 mil galáxias. Cada espectro é colocado em um programa de computador
que determina automaticamente o redshift. O programa fornece uma figura como a mostrada abaixo, com linhas espectrais
identificadas. O número "z", na parte inferior do espectro (antes do +/-), exibe o redshift. Valores positivos de z
significam que a galáxia tem um redshift; valores negativos de z significam que tem um blueshift.
(NOTA: Este não é o mesmo z de magnitude z que você viu na Atividade 4.)
|
Clique na imagem para vê-la em tamanho maior |
Dê uma olhada no espectro acima, mas não se preocupe caso não entenda todos os detalhes. No próximo exercício, você vai ver espectros das seis galáxias que você examinou na Atividade 4.
|
Atividade 5: Encontre os redshifts das galáxias
que você examinou na Atividade 4. Clique em um dos links abaixo para abrir o Explorador de Objeto
Na parte inferior da tela principal você vai ver a miniatura do espectro.
Este é o espectro da galáxia; clique nele para vê-lo em tamanho maior.
Clique em "Resumo" no lado esquerdo da tela para voltar à tela principal.
Logo acima do espectro, você deve ver um campo chamado "z".
Este z NÃO é aquele que você viu na Atividade 4; este z representa o
redshift. Escreva o redshift (z) próximo à magnitude g da Atividade 4.
Abrir o Explorador de Objeto
|
Agora que você mediu tanto a distância quanto o redshift para estas seis galáxias, está pronto para fazer um gráfico como o que você fez para a bexiga - um diagrama de Hubble.
|